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as barbas do imperador (cia da letras, 1998) |
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a festeira
(p229) |
"E festas e bailes para a
corte, como bem gostavam a princesa Isabel e o conde D'Eu, eram promovidos
naquele palácio [Faz. de Santa Cruz]
[...] "Havia as recepções semanais da 'festeira' princesa Isabel e de seu marido, o conde d'Eu [...] |
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estrangerismo da princesa
(p432) |
"Por outro lado, desde o nascimento do segundo filho de Isabel, quando a família real teria optado pelos trabalhos de um médico francês, comentava-se, com desgosto, o 'estrangeirismo' do casal." |
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13 de maio redimiu poucos
(p437) |
"Os cativos fugiam em massa, afluíam às cidades, e as autoridades eram incapazes de conter movimentos de tal monta. [...] O Treze de Maio redimiu 700 mil escravos, que representavam, a essa altura, um número pequeno no total da população, estimada em 15 milhões de pessoas." |
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a acoitadora de escravos
(p438) |
de uma carta de Nabuco: "Há vinte dias vive esta cidade um delírio [...] Isabel ficou como a última acoitadora de escravos que fez do trono um quilombo" [carta ao barão de Penedo, de 23 de maio de 1888, que se encontra na Biblioteca Nacional] |
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a redentora
(p438) |
"Com efeito, já no 13 de maio o líder abolicionista José do Parocínio divulgou a imagem, até hoje popular, de 'Isabel, a Redentora', e a monarquia colhia os ganhos e os louros do ato. Popularmente a imagem da realeza, agora também associada ao que ficou conhecido como o 'isabelismo', ganhava muito e a monarquia era, de fato, 'aclamada nas ruas'." |
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a guarda negra
(p447-8) |
"[...] a criação
de uma força paralela ao Exército que teria como objetivo
proteger a monarquia. O mentor da Guarda Negra fora José do Patrocínio,
que revelava desse modo até que ponto eram complexas as questões
nesse contexto: abolicionista e democrata, Patrocínio era também
um dos responsáveis pela difusão do culto a Isabel.
[...] "A situação era de fato paradoxal. Os ex-escravos guardavam lealdade à monarquia e se opunham aos republicanos, chamados de 'os paulistas', como se esses últimos fossem os verdadeiros algozes. [...] Não paravam de surgir boatos acerca da Guarda Negra. Rui Barbosa a definiu como 'um troço de maltrapilhos entoando vivas à monarquia e ao Partido Liberal', uma 'capoeiragem autorizada'. [...] "Comentava-se que o grupo reunia mais de oitocentos negros libertos amotinados que marchavam para a cidade a fim de lutar contra os republicanos. Quão confiáveis eram esses números, não sabemos. O fato é que negros e abolicionistas reconhecidos, como Patrocínio, tornvam-se leais à monarquia, seus antigos opositores, e encontravam nos republicanos inimigos mais palatáveis." |
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outras notas
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procissão, aniversário
(p293) |
02/julho, procissão de santa Isabel
29/julho, natalício da princesa Isabel |
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imperador abolicionista
(p315) |
"Na verdade, a posição [abolicionista] do imperador, anunciada de forma pública a partir de 1866, era considerada um 'suicídio nacional' e era assim contemporizada. Nesse contexto, os escravos compunham a quarta parte da população e podiam ser considerados os únicos trabalhadores agrícolas existentes. Era por isso mesmo que os homens de Estado não ousavam enfrentar o problema, que, acreditavam, abalaria os alicerces da Nação." |
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letras abolicionistas
(p428) |
1883: Castro Alves publica Os escravos e Joaquim Nabuco O abolicionismo. |
| demografia da escravatura
(p429) |
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estrangeirismo
(p443) |
"[...] a realeza como instituição parecia doente, cada vez mais associada ao atraso e ao estrangeirismo." |
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